sexta-feira, 26 de setembro de 2014

CAMINHO DE NUVENS








Fileiras de nuvens.



As nuvens pareciam se descolar de algum lugar por de tráz das montanhas... E em seguida se agrupavam em filas parelelas. Do lado oposto o sol se punha... Olhando o quadro completo poderia mesmo imaginar que as gotículas de água condensadas marchavam em direção ao astro rei... E com pressa!Ele estava quase todo escondido e o frio ia se impondo, entardecer a dentro, com muito vigor. 


Nas Cordilheiras.
Seguimos por um asfalto bem pavimentado intercalado por trechos de terra que serpenteavam montanha a cima. Vimos a temperatura cair abruptamente... Em uma hora o termometro foi de 25 a 11 graus.

Os raios de sol fizeram um espetáculo de múltiplas cores... Como se o céu fosse um anfiteatro, acompanhamos a mutação dos tons com a sensação de estarmos de verdade em assentos de camarote... 
Foi assim até a noite cair por completo.

Seguir o caminho pro Chile via Cordilheiras foi como seguir por um caminho de nuvens. Nas palavras do Rand "os Andes não pareciam mais tão grandes e nem tão distantes".

Nuvens coloridas.
Pela manhã, antes de deixarmos Cafayate, o Rand havia me dado um potinho de barro que dizia "Rayzitos de sol", uma lembrancinha carinhosa da cidade que conhecemos e adoramos...

Enquanto assistia a beleza das cores que o sol produzia nas nuvens pensei que eram daqueles raios de sol que me lembraria sempre que olhasse para aquele potinho de raios solares.

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